Onde você está construindo a sua vida?
- Rodrigo Guerra

- há 11 horas
- 2 min de leitura
Mateus 7:24-27
"Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e a prática será comparada a um homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha; e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, que não caiu, porque fora edificada sobre a rocha. E todo aquele que ouve estas minhas palavras e não a prática será comparado a um homem insensato que edificou sua casa sobre a areia; e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, e ela desabou, sendo grande a sua ruína."
Ao concluir o Sermão do Monte, Jesus não deixa margem para a neutralidade. Ele utiliza uma metáfora da engenharia civil palestina para ilustrar o destino final de Seus ouvintes. A Parábola dos Dois Fundamentos é o teste de estresse da vida cristã: o que sustenta você quando o cenário muda? Onde você está construindo a sua vida?
1. A Dicotomia do Ouvir e do Fazer
Jesus divide o mundo em dois grupos, e a diferença entre eles não está na exposição à Palavra. Ambos os construtores ouviram as mesmas instruções.
O Homem Prudente (Phronimos): No grego, esta prudência indica uma inteligência moral que aplica o conhecimento à prática.
O Homem Insensato (Moros): De onde vem a nossa palavra "morão" ou tolo. É aquele que ouve, entende intelectualmente, mas negligencia a execução.
2. A Rocha: A Obediência Ativa
Teologicamente, a "Rocha" (Petra) é frequentemente associada ao próprio Cristo ou à Sua doutrina. Contudo, Jesus é específico: a rocha é a prática de Suas palavras.
Construir na rocha exige esforço; é preciso cavar fundo (Lc 6:48). A obediência custa caro, exige renúncia e tempo, mas oferece segurança estrutural.
3. A Areia: A Religião da Facilidade
A areia representa o caminho mais rápido e visualmente atraente. É a religião das emoções, do conhecimento meramente informativo e da falta de compromisso com a santidade. É mais fácil construir na areia porque não exige escavação, mas é um sistema condenado ao colapso sob pressão.
4. A Inevitabilidade das Crises
Note que as tempestades (chuva, rios e ventos) atingem ambas as casas.
A fé não é um seguro contra tempestades, mas um seguro contra a destruição. O objetivo de Deus não é nos poupar do vento, mas garantir que o vento não nos destrua. A tempestade revela a qualidade do que está oculto: o fundamento.
Conclusão
Esta parábola nos convida a uma auditoria espiritual. Onde estão os pilares da sua vida? Se eles estão baseados na sua própria inteligência, nos seus sentimentos ou na sua reputação, você está sobre a areia. Mas se cada decisão é submetida à autoridade de Cristo, você é um arquiteto da eternidade. A casa que Jesus constrói em parceria com o homem obediente é a única que suporta o peso do julgamento e das crises da vida.









Comentários